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ALERJ cria lei contra o “Stalking” e campanha de conscientização em respeito, aos direitos das mulheres

Direitos das mulheres avançam na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro
Direitos das mulheres avançam na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro
Apesar de vivermos numa sociedade misógina e machista, o Estado do Rio vem conseguindo avanços significativos. Projetos aprovados pelos deputados na ALERJ – Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – conseguem lançar novos olhares no que diz respeito ao universo feminino e aos direitos da mulher. As iniciativas já sancionadas pelo governador no sentido de proteger as mulheres tanto individualmente quanto coletivamente são as seguintes:

Combate ao “stalking”

“Stalking”, em linhas gerais, é sinônimo de perseguição obsessiva e reiterada, quer seja física, verbal ou virtual, que ameace a integridade física ou psicológica da vítima. Foi para combater esse comportamento tão odioso e comum que os deputados Carlos Macedo (REP), Elika Takimoto (PT) e Dani Monteiro (PSOL) conseguiram aprovar a Lei 11.163/26 para combate a esse tipo de prática. A punição para tal crime pode variar de seis meses a dois anos de prisão.

O projeto transformado em lei já foi sancionado pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, e publicado no Diário Oficial da segunda-feira, 20 de abril.  A medida altera a Lei Estadual 9.658/22, que instituiu uma campanha anual de conscientização sobre violência psicológica contra a mulher, para incluir também ações educativas e informativas sobre o crime de perseguição. O objetivo é ampliar o conhecimento da população sobre essa forma de violência e incentivar a denúncia.

O projeto prevê ainda que as ações da campanha possam ser realizadas em diversos espaços públicos estaduais, como escolas, hospitais, centros de saúde e no sistema de transporte intermunicipal, incluindo ônibus, trens e metrôs. Além disso, poderão ser firmadas parcerias com organizações da sociedade civil para ampliar a divulgação das informações. A campanha irá abordar simultaneamente a violência psicológica e o crime de perseguição contra a mulher, reforçando a prevenção e a conscientização sobre diferentes formas de violência de gênero.

  


Banco Vermelho

  Outra iniciativa importante é a campanha permanente “Banco Vermelho”, como ação simbólica e educativa de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio. A medida prevê a pintura ou adaptação de bancos em órgãos públicos do Estado com a cor vermelha. A autoria do projeto é da deputada Tia Ju (Republicanos) e consta na Lei 11.162/26. A norma aprovada pelos deputados também foi sancionada pelo governador Ricardo Couto e publicada no Diário Oficial na segunda-feira, dia 20 de abril.

A proposta propõe que, além da pintura nos bancos, sejam escritas frases de impacto que incentivem a conscientização e a denúncia da violência contra mulheres, como: "Em memória de todas as mulheres vítimas de feminicídio"; “Denuncie”; "Ligue 80". A iniciativa poderá também ser implementada em locais de grande circulação de pessoas, como universidades, escolas, espaços culturais, unidades de saúde, além de estações de trem e metrô. Cada espaço público deverá contar, preferencialmente, com ao menos um banco vermelho instalado. A campanha também poderá ser realizada em parceria com instituições da sociedade civil, entidades privadas, grupos comunitários e instituições educacionais.


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