Luz, Câmara... 18 anos de Mostra do Cinema Negro
- Virgilio Virgílio de Souza
- há 1 dia
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Quando realizou em 2007, um antigo sonho, que era criar uma Mostra de Cinema Negro, o cineasta Zózimo Bulbul (1937–2013), estava consciente de que abria espaço para cineastas brasileiros e muito mais que isso, abria a possibilidade de uma reflexão sobre as questões raciais em nossa sociedade e para o panafricanismo. 12 anos após ter nos deixado, o legado deste homem guerreiro na luta antirradical continua vivo e se faz cada vez mais necessário: Luz, Câmara, Ação, reação e convergência de ideias, de possibilidades.
Na edição deste ano que se inicia nessa quinta-feira, dia 09 e se prolonga até o próximo sábado, dia 17 o evento mantendo sua característica que é a aproximação de intelectuais do Caribe como um todo, de diversos países da África e, naturalmente, brasileiros dos mais diversos estados. O objetivo sempre foi esse: conectar pessoas, sonhos, territórios.
Com os anos, o evento foi se aperfeiçoando e mais que uma mostra de cinema, se transformou em um ponto de encontro da intelectualidade negra de diversos lugares, que além do cinema debatem literatura, fazendo várias reflexões sobre a realidade do negro em nosso cotidiano.
Descentralização
Esse ano a Mostra retoma um dos maiores sonhos de Zózimo Bulbul que é a descentralização da cultura e leva a programação para outros territórios com atividades sendo realizadas no Museu de Arte do Rio, no Teatro Carlos Gomes, o Galpão Bela Maré e os Cine Carioca Penha e Cine Carioca Nova Brasília.
Confira a programação completa e retire seu ingresso gratuito no link da bio.
No Cine Odeon (Cinelândia), onde acontecem as principais atividades, A sessão de abertura nessa sexta será “Na Sua Companhia” (2024), da realizadora Magna Domingues, seguido de “Loin De Moi La Colère” (2024), do cineasta marfinense Joël Akafou.
Às 17h, Clementino Junior exibe “Punhal” (2024), seguido de “Brasiliana: O Musical Negro Que Apresentou o Brasil ao Mundo” (2024).
Na sexta-feira será exibido “Laudelina e a Felicidade Guerreira” (2024), de Milena Manfredini;
no sábado, “Aláfia” (2024), de Cecília Fontenele; e no domingo, Rodrigo França apresenta “O Pai da Rainha de Angola” (2024).
Rodas de conversa
Mesas com temas dos mais variados serão uma atração à parte no evento. Dentre algumas dessas mesas, se destacam:
"Passagens e Mergulhos" com importantes nomes da intelectualidade negra brasileira, como Ana Maria Gonçalves, Helena Theodoro e Pai Dário, sob a mediação de Janaína Refém.
Saúde Mental e população negra – Debate o cuidado, subjetividade e saúde mental nas comunidades negras com Lucas Veiga, Aline Gomes e Lúcia Xavier, mediado por Roberto Borges.
"Cinema Oferenda" é a mesa que trará a pesquisadora e curadora Janaína Oliveira, e o debate abordará o conceito de cinema como gesto de memória, espiritualidade e reparação histórica.
Mulheres Negras na Política Cultural — Um diálogo necessário sobre o protagonismo das mulheres negras na construção, gestão e incidência das políticas culturais com Benedita da Silva, Viviane Ferreira, Sinara Rubia e mediação de Pâmela Carvalho!
Nesta sexta-feira, 10 de abril, às 11h30, no Cine ODEON!Confira a programação completa e retire seu ingresso gratuito no link da bio.













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