CPI: deputados querem que PF fique de olhos abertos nos que se propuseram a olhar a cidade
- Virgilio Virgílio de Souza
- há 29 minutos
- 2 min de leitura
Relatório final da CPI cita uma série de irregularidades
e pede o indiciamento de empresas e seus responsáveis

"Sorria... Você está sendo filmado... Definitivamente não há motivo para sorrir por estar sendo filmado. O relatório final da CPI da (ALERJ) Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, criada com a finalidade de investigar as empresas responsáveis por sistemas de videomonitoramento em vias públicas e o funcionamento de cooperativas e associações de proteção veicular, apresentado nesta segunda-feira (23), é algo de fazer chorar e tremer de medo por estar sendo filmado.
O resultado dos trabalhos da comissão iniciados em julho de 2025 é mais que assustador, é estarrecedor, tanto que o documento final com todas as irregularidades apontadas, serão encaminhadas à Polícia Federal, Receita Federal e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal para que se apure uma série de crimes que foram identificados. Dentre as suspeitas levantadas estão: trabalho conjunto com facções criminosas envolvidas com o tráfico e milícias. Denúncias de intermediação irregular na devolução de veículos mediante pagamento, prática que pode configurar receptação, omissão de dados e documentos das empresas, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, crime contra a ordem tributária.

A leitura do documento final apresentada pelo deputado Alexandre Knoploch (PL), presidente da Comissão, surpreendeu a todos. Ele afirmou que, ao longo dos trabalhos, foram sendo encontradas diversas irregularidades nas empresas prestadoras de serviços por câmeras, além de indícios de crimes em associações de proteção veicular.
- Ao longo dos trabalhos da comissão, apuramos sonegação fiscal, falsidade ideológica e usurpação de função. O relatório será encaminhado aos órgãos competentes para prosseguirem as investigações. Já protocolamos dois projetos de lei, para proibir a pronta resposta e regulamentar as associações.
O deputado Luís Paulo (PSB) se mostrou surpreso com as muitas irregularidades relatadas e propôs um terceiro projeto para exigir o cadastro das empresas de monitoramento na Secretaria de Segurança Pública, garantindo mais transparência ao setor.
A CPI foi instaurada para investigar a atuação de empresas privadas responsáveis por sistemas de videomonitoramento em vias públicas, assim como o funcionamento de cooperativas e associações de proteção veicular. Ao longo dos trabalhos, o colegiado ampliou as apurações para alcançar empresários e grupos ligados a esses setores, diante de indícios de possível vínculo ou favorecimento ao crime organizado no estado.







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